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Dia: 14 de Fevereiro, 2019

Dependência de drogas: lei que combate o narcomenudeo

Nova lei busca de proteção contra a dependência de drogas e causa controvérsia.


Em 28 de abril de 2006, a Câmara dos Deputados aprovou uma reforma na lei para combater o crescente comércio de entorpecentes na rua (narcomenudeo). Como parte da medida se estabeleceram as faculdades que as autoridades estaduais e municipais têm para punir e combater a venda de drogas em lojas, carros, casas e escolas, fato que, a partir de agora, será punido como crime, do foro comum, quando anteriormente a única entidade competente para o reconhecimento de um problema de narcomenudeo era o governo federal.


Além disso, foram instituídas as obrigações por parte do Estado para a reabilitação de toxicodependentes, foi especificado que a informação que receba a população deve estar baseada em estudos científicos e alertá-lo de forma clara sobre os efeitos e danos físicos e psicológicos do consumo de estupefacientes e psicotrópicos. No entanto, a fração mais polêmico da reforma da lei é uma tabela de doses de droga permitidos para consumo dos narcodependientes.


Esta última medida tem suscitado diversas opiniões, tanto a favor como contra, algumas das quais têm a sua origem fora do território mexicano, pois para muitas pessoas, a medida incentiva o consumo de droga , em vez de combater a sua venda.


Do anterior se deduz do fato de que o Congresso da União pela primeira vez autorizou uma tabela de drogas, com um limite máximo para consumo pessoal, sem penalidade, no que verifique ser farmacodependiente; da mesma —a qual apresentamos os produtos de maior consumo no Brasil— permite portar o dependente do narcótico:



  • 5 g de maconha.

  • 500 mg de cocaína.

  • 5 g de ópio.

  • 25 mg de heroína.

  • 100 mg de anfetaminas.

  • 200 mg de metanfetaminas.

Além disso, os legisladores também autorizaram 12 entorpecentes para uso terapêutico ou medicinal, entre eles 1 kg de peiote, 0.015 mg de LSD e 250 g de cogumelos alucinantes; a lista completa de medicamentos e suas quantidades permitidas são necessários no Título Décimo Oitavo da Lei Geral de Saúde, chamado de Crimes contra a Saúde em sua modalidade narcomenudeo.


Assim, a reforma aponta que não se deve proceder criminalmente contra o farmacodependiente ou consumidor que se encontre na posse de algum entorpecente para consumo pessoal, desde que não exceda as quantidades que para o efeito são definidas nesta norma, bem como a todos aqueles que atestem que a ingestão se faz por ocasião de cerimônias, os usos e costumes dos povos indígenas, sendo assim reconhecidos por estes.


É muito importante destacar que nenhum farmacodependiente poderá portar drogas perto de escolas, e que, quando assim for pego, ou quando exceder a dose oficialmente permitida, você pode ir para a prisão por oito anos ou mais.


Dependência


Reconhece-Se como vício ou doença aditiva à síndrome ou conjuntos de sinais e sintomas resultantes da interação entre uma pessoa e alguma substância; caracteriza-se por uma série de alterações físicas e psicológicas que modificam o comportamento do afetado, que experimenta um impulso incontrolável para consumir o estimulante, de forma periódica ou contínua, seja para experimentar seus efeitos ou para evitar o mal-estar que produz sua privação.


A dependência de uma substância é uma doença que prejudica o indivíduo de forma integral, ou seja, afeta os domínios que a compõem, a partir de sua saúde física e mental, ao ambiente social, profissional e familiar.


O Dr. Raul Silva, Diretor, coordenador médico das Clínicas de Atenção Integral em Desintoxicação e Recuperação (Claider), aponta para saludymedicinas.com.mx que é difícil falar de uma origem específica do vício, pois nela intervêm fatores sociais, genéticos (herdados dos pais), psicológicos e/ou neurológicos; esta última se origina no cérebro, onde de forma natural, é gerada uma série de substâncias (neurotransmissores) que permitem a comunicação entre os neurônios e que, além disso, são responsáveis por produzir sensações de bem-estar, como a serotonina, dopamina e endorfinas, principalmente, e que em algumas pessoas não se desempenham como deve ser. Quando assim acontece, o indivíduo vive em insatisfação permanente e a compensação a ele a encontrar, em algumas ocasiões, ao consumir algum estimulante.


“Agora bem —acrescenta o especialista médico em vícios—, realizar o diagnóstico de um farmacodependiente envolve uma série de critérios que, aparentemente, os legisladores não contemplam. Devem ser feitas várias classificações, desde as físicas e mentais, até as que se referem o contexto do doente, e mesmo assim a avaliação obtida não irá determinar a dose que lhe deve ser permitido para andar na rua”.


O que estamos falando?


As seguintes são as drogas de maior consumo no México e seus efeitos no organismo:



  • Maconha. Seus efeitos variam muito de uma pessoa para outra, mesmo que dependem da quantidade administrada, expectativas do sujeito e do grau de resistência; porém, em geral, a consequência mais comum é uma sensação agradável e de bem-estar, aumento da qualidade da percepção auditiva e visual, bem como maior satisfação durante as relações sexuais.

  • Cocaína. É administrado por inalação, injeção ou por ingestão, e uma vez que chega ao cérebro gera no sujeito notável mudança no seu estado de espírito que se caracteriza por intensa satisfação, nível de energia, enorme confiança em si mesmo, excessivo desejo de aproximação com os outros e pouco apetite; não obstante, ao terminar o seu efeito se experimenta o oposto, ou seja, depressão, irritabilidade e cansaço, o que, para voltar a sentir-se bem são necessárias sucessivas doses da droga.

  • Heroína. É obtido a partir da flor do ópio, como a morfina—, da qual se produz um extrato que sofre um tratamento químico que transforma em pó branco ou marrom escuro. Uma vez injetado em uma veia demora entre 15 e 30 segundos para fazer efeito no cérebro, mas se você fuma, apenas, o faz em sete. A sensação imediata é com prazer, por o que é considerado altamente viciante desde o primeiro contato com ela, podendo gerar também a síndrome de abstinência, ou seja, necessidade psíquica e biológica de consumi-la.

  • LSD. Seu nome em inglês é lysergic acid diethylamide e é talvez a droga sintética mais velha que continua vigente. Seu efeito principal é provocar alucinações, as quais começam meia hora após o seu consumo de energia e duram cerca de 12 horas, após as quais há náuseas, entorpecimiento, sensação de medo e ansiedade. É vendido na forma de comprimidos e muitas vezes é combinada com outras drogas, o que o torna muito perigoso.

  • Anfetaminas. Substâncias criadas em laboratório com propriedades estimulantes sobre os sistemas nervoso e cardiovascular, o que melhora os estados de ânimo e de alerta, diminui a fadiga e sono, proporciona sensação geral de bem-estar e suprime o apetite, pelo que a sua administração se generalizou como tratamento para perda de peso, na década de 1950.

  • Metanfetamina. Mais uma das classificadas como drogas sintéticas; trata-se de potente estimulante que é normalmente vendido em pedaços ou em pó, de forma que possam ser inalados, tragadas, injetados ou fumados através de uma tubulação. Seu efeito é muito rápido (alguns segundos), intensificando a sensação de energia acelerada e que tudo se pode fazer, mas quando este diminui o consumidor pode experimentar paranóia, depressão e agressividade. O uso crônico gera alucinações, distúrbios mentais e emocionais, e até mesmo a morte; são também conhecidas como speed, crack, cristina, vidro, gelo, fogo, vidro ou cruz branca.

  • Alucinogénios ou psicodélicos. Fungos e peiote, principalmente, empregados por algumas culturas indígenas em rituais; produzem a impressão de perceber imagens ou sons que não podem ser captadas ordinariamente com os sentidos, devido ao aumento da atividade de alguns centros cerebrais; podem chegar a gerar experiências muito prazerosas ou aterrorizantes.

Reformas vs. narcomenudeo


Em nossos dias, a indústria do tráfico de drogas movimenta entre 400 mil e 700 mil milhões de dólares anuais no mundo, motivo pelo qual se suscitam sangrentos combates pelo domínio do mercado por parte dos lados envolvidos.


É por isso que a nova lei busca impedir que os verdadeiros criminosos se fazem passar por doentes, já que estabelece com critérios muito específicos, que se considera viciada aquela pessoa que porte até 5 g; narcomenudista o que tenha até 5.000 g —em sua perseguição, intervêm autoridades estatais—, e o traficante de drogas do mundo mais do que essa quantidade, sendo motivo de investigação por parte do governo federal.


Por outra parte, se bem que alguns deputados defenderam a aprovação da lei que combate o narcomenudeo, há outros que se manifestam abertamente contra a mesma. Inclusive, alguns legisladores reconheceram que a medida não é a forma definitiva para acabar de vez com o consumo de droga no país, e que também devem fortalecer os programas de saúde para acabar com a demanda e projetar outros de segurança pública para combater a sua comercialização.


Finalmente, em 3 de maio de 2006, o então presidente Vicente Fox, retirou-se a assinar a aprovação da lei que enfrentava o narcomenudeo e decidiu enviá-la de voltou ao Congresso para uma revisão exaustiva e que se façam as mudanças necessárias para que seja absolutamente claro que, em nosso país, a posse de droga e seu consumo, são e continuarão a ser crimes.


A medida, de acordo com alguns especialistas, tomou-se como efeito das críticas que autoridades em matéria de Estados Unidos manifestaram, as quais aludindo que esta será uma forma de convidar para que consumidores assíduos visitar o México, onde a ingestão de determinadas quantidades de droga não é motivo de penalização, como em outros países.

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Alimentos que ativam o seu cérebro

Quarta-feira, 12 de abril de 2017, 03:46 pm, última atualização.Alimentos para os neurônios

Você se alimentar com os nutrientes adequados para o desempenho no trabalho ou na escola? Sabe qual é a comida que estimula o cérebro a melhorar a sua função cognitiva e memória, além de prevenir doenças neurodegenerativas, bom apetite!

Alimentos nutritivos para o cérebro

Você pode escolher seus alimentos pensando em reduzir o risco de diabetes, hipertensão e doenças do coração. Mas, você já pensou em optar por comida para o cérebro cada vez que serve seu prato?

Se você se sente olvidadiz@, tenha em conta que comer bem é bom para a sua saúde mental e que a dieta (tudo o que você come) desempenha um papel importante na saúde do cérebro. Conheça quais alimentos são especialmente importantes em uma dieta para uma mente sadia.

Comida que estimula o cérebro

Todos nós temos dias em que parece impossível encontrar como se concentrar por mais tempo. E embora não haja nenhuma solução instantânea para aumentar nossas faculdades cognitivas, há certos alimentos para melhorar a concentração, função cerebral, proteger contra o declínio cognitivo e promover a clareza mental.

Compartilhamos alguns alimentos que ativam o cérebro:

  • Peixes. Salmão, sardinha ou atum são alguns exemplos que contêm Ômega 3, ácidos graxos que contribuem para que o desempenho intelectual de uma pessoa seja maior. Este ácido contém um componente chamado DHA, que é parte da estrutura do cérebro, por isso é importante para funções como neurogénesis (geração de novos neurônios e células gliais), sinaptogénesis (formação de sinapses entre os neurônios, que permite a transmissão de impulsos nervosos) e desenvolvimento do sistema nervoso (durante toda a gravidez e os primeiros anos de vida). Além disso, o metabolizarse adquire propriedades neuro protetoras durante o envelhecimento cerebral, em câmbio, a sua ausência está associada diretamente com aumento do risco de declínio cognitivo (perda da capacidade de memória e aprendizagem) e de demência, como a doença de Alzheimer.
  • Frutos vermelhos. Alguns destes, como os mirtilos e morangos, são grandes aliados para aumentar a atenção e fixar a memória. Sua ingestão constante ajuda a retardar a perda de memória e ajudam a concentrar-se melhor durante várias horas, por isso, se você está procurando o que comer para estudar melhor, súrtete destes produtos.

Frutos secos para estimular o cérebro

  • Frutos secos. São alimentos completos, alguns como as amêndoas e nozes contêm precursores de Omega 3, vitamina E e magnésio, que ajudam a manter o nível de concentração durante um tempo considerável, sem que, em seguida, produzir um “aumento rápido”, como costuma acontecer depois de ingerir grandes quantidades de alimentos com açúcar. Além disso, fornecem uma grande quantidade de proteínas, que estimulam as chamadas neurônios orexinas, encarregadas de manter-nos despertos e atentos.
  • Frutas. Contêm altos níveis de antioxidantes, compostos que combatem os danos causados às células pelo moléculas chamadas radicais livres. Ter uma dieta rica em frutas pode reduzir o risco de perda de memória usando a proteção das células do cérebro. Ingerir frutas com elevado teor de antioxidantes, como maçãs, que contém um antioxidante chamado quercetina, que ajuda a melhorar a memória (tenta comê-la com casca). Além disso, seu suco pode aumentar a produção de acetilcolina, que ajuda os neurotransmissores a ter uma melhor memória, prevenir doenças neurodegenerativas e retardar o envelhecimento das células do cérebro.
  • Chocolate ou cacau. Consumido com moderação, pode ajudar na boa saúde do cérebro, pois contém antioxidantes que evitam o envelhecimento precoce. Também é rico em magnésio, um mineral que ajuda na nutrição de nosso sistema nervoso. Contém flavonóides, pigmentos naturais dos vegetais com capacidade antioxidante que limpa o cérebro de oxidação a que o submetemos. Sua variedade preta ou amarga é a parte dos alimentos para melhorar a memória, em especial revitaliza cérebros de adultos, o que pode ser uma opção se você está procurando como render mais no trabalho. Além disso, a feniletilamina, que contém desencadeia um estado de bem-estar que pode ajudar a diminuir o risco de depressão.
  • Chá verde. Seus benefícios vêm da alta quantidade de antioxidantes que contém. Por isso ajuda a preservar a memória e prevenir as doenças que afectam o cérebro e coração ao proteger as células do dano causado pela passagem do tempo. É rico em compostos fenólicos como catequinas e taninos, substâncias que nos ajudam a manter nosso cérebro jovem, porque evitam o envelhecimento precoce. Além disso, são alimentos para os neurónios, pois promovem a sua criação ao conter o polifenol EGCG (epigallocatechin-3 gallate).
  • Citrinos. As frutas cítricas contêm nutrientes com capacidade para atuar como um antioxidante. Adicione essas três frutas a cada semana para obter proteção cerebral: laranja (que contêm vitamina C, o principal antioxidante solúvel em água em seu corpo), limão (possuem glicosídeos de flavonóides, que ajudam a impedir que as células cancerosas se dividam e se estendam) e toronjas (ricas em vitamina C e licopeno, que tem uma alta capacidade para combater a oxidação nas células do cérebro).
  • Legumes de folha verde. O brócolis e couves-de-Bruxelas são alimentos para pensar melhor, pois têm níveis elevados de vitamina K, os idosos que têm maior presença desse componente no organismo elaboram melhores discursos, progridem em sua expressão verbal e possuem maior retenção da informação.

Vários estudos corroboram a relação entre o que colocamos em nossa boca e o bem que podemos melhorar o rendimento escolar ou de trabalho. Não esqueça que as vitaminas, proteínas e ácidos graxos melhoram a agilidade mental. Considera-se implementar a sua dieta mais comida para o cérebro e lembre-se: o que tem uma boa nutrição, aumenta as suas capacidades criativas.

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