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carroceria de alumínio, batida a mão numa fazenda de Matão , interior de São Paulo, foi montada sobre um chassi de Fórmula Júnior, com motor central-traseiro, feito por Chico Landi e Toni Bianco,
O Carcará estava na estrada para estabelecer o primeiro recorde brasileiro de velocidade absoluta, que seria homologado segundo padrões internacionais de medição. Atingiu 214,477 km/h empurrado por um motorzinho DKW de 1.100 cm³ e extraordinários 104 cv depois de preparado pelo gênio Miguel Crispim, que varava noites limando as janelas dos blocos para mais que dobrar a potência de motores que saíam de fábrica com 44 cv.
Anisio Campos e Rino Malzoni que assinavam o design e o projeto, colocaram a inscrição "CARROÇARIA MALZONI-CAMPOS" nas suas laterais, abaixo da faixa verde e amarela do Brasil. Inicialmente ele foi batizado de "Arpoador" por seu idealizador, Jorge Lettry - Chefe do Departamento de Competições da Vemag - que o criou a idéia para estabelecer o recorde brasileiro de velocidade absoluta em linha reta (streamlined),
O Carcará atingiu na primeira tentativa, 214,477 km/h e na segunda 211,329 km/h, obtendo a média de 212,903 km/h, foi a primeira marca brasileira e sul-americana de velocidade em linha reta, de acordo com a regulamentação da FIA e homologada pela Confederação Brasileira de Automobilismo.
Quando tudo terminou o piloto Norman Casari estava radiante, pois tinha vivido a maior emoção das pistas.
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