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Vício da adrenalina nos esportes radicais

Esportes extremos, o Excesso de adrenalina, Adição a perigo

A adrenalina costuma ser associado aos chamados esportes radicais ou atividades físicas de alto risco, como o bungee jumping. Mas, na realidade, trata-se de hormônio que desempenha funções específicas muito importantes.


Conduzir um carro a uma grande velocidade, saltar de pára-quedas, navegar sob uma tempestade e nadar entre tubarões são atividades fora do comum que têm inusitado sucesso, devido ao excesso de adrenalina que permitem segregar. Aqueles que as viveram acham difícil explicar a sensação de enfrentar o perigo “cara a cara” e o desejo de repetir a façanha.


Também chamada de adrenalina, este hormônio foi isolada pela primeira vez pelo químico japonês Jokichi Takamine e, desde então, vários estudos têm relatado que quantidades normais de adrenalina no corpo permitem o correto funcionamento dos triglicerídeos (principal tipo de gordura no corpo humano), assim como o ótimo aproveitamento de açúcares por parte do organismo.


Quando o cérebro percebe pânico ou raiva, seja real ou potencial, envia sinais para as glândulas supra-renais (que fazem parte do sistema endócrino e se localizam sobre os rins), as quais caem na corrente sanguínea dois hormônios, a adrenalina e noradrenalina, responsáveis por aumentar a pressão arterial e a freqüência do ritmo cardíaco, liberar o açúcar armazenado no fígado e relaxar determinados músculos.


Muitas vezes não nos damos conta, mas as pupilas se dilatam para aguçar a visão, são nossos, as raízes do cabelo, das vias respiratórias, que se expandem para que entre mais ar e a transpiração aumenta; além disso, mantém o corpo frio e os músculos recebem mais sangue e se houver necessidade de entrar em ação.


Cabe mencionar que em alguns casos de emergência, por exemplo, quando as manobras de reanimação não funcionam diante de um ataque cardíaco, a adrenalina é usado para restabelecer os batimentos cardíacos através de injecção intravenosa. Por seu lado, pacientes com asma costumam empregar medicamentos à base de hormônio para abrir as vias respiratórias.


Cenários que ameaçam a segurança do indivíduo, causando maior produção desta substância, obrigando a escolher entre duas alternativas: fugir ou enfrentar o perigo, reações que, várias vezes, realizamos, de forma diferente, como o faríamos se tivéssemos a calma necessária para decidir o que fazer, já que o excesso de adrenalina diminui o pensamento racional, tornando-os menos propensos a levar em conta as conseqüências de nossos atos.


Assim, o desafio para aqueles que estão conscientes de que enfrentam o perigo está em controlar o medo e, dessa forma, ir em busca do desconhecido. Não obstante, o desafio pode se tornar vício da adrenalina, já que cada vez mais se necessitam de doses mais fortes para encontrar satisfação, sob o pretexto de eliminar o stress.


É aqui quando a vida é posta em risco, pois, embora os esportes radicais são bastante seguros para poder desfrutá-lo ao máximo, a exigência leva o indivíduo a transgredir as fronteiras do normal e desenvolver uma espécie de vício do perigo.


Atualmente pesquisam-se os impulsos desta motivação, pois cada vez são mais os viciados em adrenalina que vivem em constante concorrência com eles mesmos, mais do que com os outros, já que se impõem desafios mais intensos.


Outros esportes de menor risco são capazes de estimular o cérebro a produzir dopamina, hormônio responsável pela sensação de bem-estar, mas é claro que jogar futebol nos fins de semana, não gera a mesma sensação que amarrar os pés a uma corda de 30 ou 40 metros sujeita à beira de uma ponte e deixar-se cair ao vazio.

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